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" NOSSA MISSÃO É PROMOVER PERMANENTEMENTE A EXCELÊNCIA DO COOPERATIVISMO PAULISTA, VIABILIZANDO AÇÕES DE EDUCAÇÃO, INTEGRAÇÃO, REPRESENTAÇÃO, ORIENTAÇÃO E COMUNICAÇÃO "
Evaristo Camara Machado Netto
A OCESP foi criada em 14 de outubro de 1970, pela fusão da União das Cooperativas do Estado de São Paulo - UCESP e da Associação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de São Paulo - ACAPESP, a apenas 3 meses e meio após a eleição da primeira diretoria efetiva da OCB, que se deu em 30 de junho de 1970. Até meados de 1972, a sede da OCB funcionou em São Paulo.
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Dr. Antônio José Rodrigues Filho |
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outubro/1970 à abril /1974 |
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Prof. João Rodrigues de Alckmin |
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abril/1974 à abril/1977 |
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Dr. Geraldo Diniz Junqueira |
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abril/1977 à março/1979 |
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Dr. Luiz Dias Thenório Filho |
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março/1979 à abril/1981 |
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Dr. Américo Utumi |
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abril/1981 à abril/1984); abril/1987 à abril/1990; abril/1990 à abril/1993 |
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Sr. Rubens de Freitas |
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abril/1984 à abril/1987 |
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Sr. José Oswaldo Galvão Junqueira |
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abril/1993 à abril/1996 |
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Márcio Lopes de Freitas |
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abril/1996 à abril/2001 |
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Fundação da Ocesp
Pres. Eleito Dr.Antonio José Rodrigues Filho (assinando a ata)
Pessoas:
à direita do presidente. Ministro da Agricultura Allison Paulineli – Acima direita p/ esquerda Dr. Leon ( unimed), Dr. Luis Dias Thenório Filho e Josefina Saula S. Rocha - ao lado esquerdo do pres. Dr.Geraldo Diniz Junqueira
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Na época em que começava a discussão sobre a organização, em nível nacional, de entidades representativas do cooperativismo (década de 1960), o quadro das cooperativas existentes em São Paulo era o seguinte: dados do Departamento de Assistência ao Cooperativismo, da Secretaria da Agricultura - D.A.C.
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Cooperativas Centrais, Federações e Confederações |
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12 |
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Cooperativas Educacionais e Culturais |
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249 |
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Cooperativas de Consumo |
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228 |
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Cooperativas de Trabalho |
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4 |
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Cooperativas de Crédito |
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67 |
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Cooperativas Diversas |
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11 |
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Produção (Vegetal e Animal) |
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218 |
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Produção de Eletrificação e Telefonia Rurais |
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23 |
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Total Geral |
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812 |
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Entretanto, desde que o cooperativismo surgiu no país, as cooperativas não tinham entidades representativas que as aglutinassem e lhes dessem a força de coesão necessária para defender seus interesses comuns e dialogar com o governo. Só na década de 1950 é que surgiram as primeiras iniciativas, pois só nessa época é que se efetivou a constituição, em nível estadual, da União das Cooperativas do Estado de São Paulo - UCESP e em nível nacional, da União Nacional das Associações de Cooperativas - UNASCO.
Posteriormente, dado o surgimento de divergências entre os grupos que se faziam representar nessas entidades, foi constituída em nível estadual a Associação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de São Paulo, ACAPESP e em nível nacional a ABCOOP - Associação Brasileira de Cooperativas. Como esta dissidência não interessava ao movimento cooperativista como um todo, ao fim da década de 1960 registravam-se os primeiros contatos para reunificar o movimento.
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Promovida pelo então Departamento de Assistência ao Cooperativismo, da Secretaria da Agricultura, e sob o comando de Octacílio Tomanik, seu diretor (que elaborou os estudos), foi criada, em 30 de junho de 1952, na Biblioteca Municipal, a União das Cooperativas do Estado de São Paulo - UCESP, com o objetivo de unir as cooperativas paulistas e defender seus interesses. Na diretoria provisória, então presidida por Fausto Vilas Boas estavam representadas cooperativas de várias modalidades. Sua primeira diretoria efetiva surgiria um pouco mais tarde, a 14 de setembro, com a posse de Cyro Werneck de Souza e Silva , que permaneceu no cargo por 10 anos. Dois anos depois de instalada provisoriamente, também à Rua Senador Feijó, 30 - 5º andar, a UCESP já contava com a filiação de 153 cooperativas.
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Após os primeiros anos de funcionamento da UCESP, começaram a surgir alguns desentendimentos, resultando uma cisão do movimento. No dia 1º de setembro de 1965, dá-se posse à primeira diretoria de uma nova entidade, a Associação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de São Paulo - ACAPESP, presidida por Urbano de Andrade Junqueira. É possível dizer que as causas básicas dessa cisão resultaram de divergências de ordem política, doutrinária e operacional, que foram, na época, motivo de debates públicos e polêmicos. Alegavam os dirigentes da ACAPESP que a UCESP se envolvera em política, transferindo para Recife um Congresso de Cooperativismo que se realizaria em São Paulo. Queixavam-se, também, que a UCESP procurava estimular a constituição de Cooperativas de Consumo como estratégia para enfraquecer a força de representação das Cooperativas Agrícolas. Evidentemente, não foram apenas estes os motivos. Existiram outros, e provavelmente mais sérios, sendo impossível indicar aqui a causa preponderante. Porém, de qualquer forma, sejam quais forem as razões, o movimento cooperativista de São Paulo, por desmembrar-se, foi enfraquecido.
Esta situação bipolar prosseguiu até 1969. Nesta época, Luiz Fernando Cirne Lima, então Ministro da Agricultura do Governo Médici, sensibilizou-se com o problema, preocupando-se seriamente com a união das duas vertentes cooperativistas brasileiras (desmembradas entre UNASCO e ABCOOP). Dividido, o movimento perdia forças e as cooperativas, base importante para qualquer política agrícola e pecuária, não tinham representantes para dialogar com o governo.
Considerando a importância do fato, Cirne Lima solicitou ao então Secretário da Agricultura, e posteriormente Vice-Governador do Estado de São Paulo, Antônio José Rodrigues Filho, que assumisse o encargo de reunir os oponentes numa entidade única, representativa do cooperativismo brasileiro. Acatado por todos e aceito pelas duas correntes, Antônio José Rodrigues Filho começou um amplo diálogo, em todos os níveis e por todo o país, para obter o consenso, até então inexistente. Era o início da conciliação, que desembocaria depois na OCB e nas OCEs.
Nasce a OCB - A esta altura, a maioria das cooperativas brasileiras já haviam chegado à conclusão de que, efetivamente, seria necessária a constituição de uma entidade que reunisse todas as tendências, trabalhando para a soma dos esforços isolados. Todas as áreas se uniram na sugestão comum de constituir a organização das Cooperativas Brasileiras - OCB. Cirne Lima fez o convite oficial a Antônio José Rodrigues Filho para coordenar os entendimentos e, no IV Congresso Brasileiro de Cooperativismo (de 2 a 6 de dezembro de 1969, em Belo Horizonte - MG), também presidido pelo Ministro da Agricultura, concretizou-se a união das duas alas. Composta a chapa provisória e eleita por unanimidade, foi empossada no mesmo Congresso por Cirne Lima. Segundo decisão tomada na oportunidade, o mandato dessa diretoria seria de seis meses para que, nesse período, fossem elaborados os estatutos da entidade e os estudos para uma nova legislação que atendesse aos reclamos cooperativistas, a serem encaminhados pelo Governo ao Poder Legislativo.
A OCESP e as OCEs - Foi nesse período de seis meses que Antônio José Rodrigues Filho, na presidência provisória da OCB, promoveu uma aproximação entre a UCESP e a ACAPESP. Desses entendimentos surgiu a decisão de constituir a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo - OCESP. Durante o estudo do projeto de nova legislação cooperativista (que viria a transformar-se na Lei 5.764), foi proposta a atual estrutura da OCB e das OCEs. O grupo de trabalho que elaborou tais estudos era composto por Antônio José Rodrigues Filho (à época Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo), Mário Decourt Homem de Melo, Paulo de Aguiar Godoy, Irineu Koyama e Walmor Franke. Entendia Rodrigues Filho que um dos objetivos básicos para ser alcançada a união, a nível nacional, seria a aproximação das duas facções divergentes em São Paulo. Destacou ele, como fundamental para ser atingido o objetivo, o interesse e a boa vontade dos dois líderes, que estavam na ocasião à frente da UCESP e ACAPESP, respectivamente, João Rodrigues Alckmin e GervásioTadashi Inoue. Como consequência do entendimento entre ambos, promoveu-se a assembléia dessas entidades, com a participação das duas na diretoria da OCESP, fundada a 14 de outubro de 1970 e da qual o primeiro Presidente foi Antônio José Rodrigues Filho. (*)
Paralelamente, concluídos os seus primeiros meses de mandato na diretoria provisória da OCB e aprovados os seus novos estatutos, elaborados pelo grupo de trabalho então constituídos, convocou-se a Assembléia Geral para a eleição da primeira diretoria efetiva, em 30 de junho de 1970, com a presença do Ministro Cirne Lima. Implantada oficialmente a OCB, também sob a presidência de Antônio José Rodrigues Filho, prosseguiram os estudos sobre a legislação cooperativista (mais tarde a Lei 5.764, de 16 de dezembro de 1971), do tempo em que, sem dissenções, se constituíam as Organizações Estaduais de Cooperativas.
De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje a OCESP, em plena fase de informatização de seus serviços, tem sede própria (à Rua Correia Dias, 185) com um confortável e moderno mini-auditório, salas de reunião e toda uma infra-estrutura com telefones, fax, equipamentos para audio-visuais, etc.
O cooperativismo paulista compreende cooperativas de todos os ramos: AGROPECUÁRIO, CONSUMO, ENERGIZAÇÃO RURAL E TELECOMUNICAÇÕES, HABITACIONAL, CRÉDITO ( Mútuo e Rural ), TRABALHO, SAÚDE E EDUCAÇÃO. Os quatro últimos ramos acham-se em expansão.
Por outro lado, as cooperativas de origem rural (café, leite, soja, hortigranjeiros, etc.) se mantêm estáveis e com um quadro crescente de cooperados, o que demonstra o interesse em se associar a tais cooperativas, face aos serviços que prestam ao corpo associativo.
Outro aspecto notado é o declínio das cooperativas de consumo (já foram 228 na década de 60 e emDez/98 são 44), face a situações conjunturais (crise, inflação, recessão, falta de capital de giro, melhor organização e maior competitividade da rede privada de supermercados, etc.).
Entretanto, cumpre destacar que o cooperativismo de Consumo mais numeroso é o de São Paulo, não só com relação à quantidade de cooperativas como de cooperados. Nesse contexto, as cooperativas do chamado ABC paulista (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) predominam em todos o país, servindo de exemplo e inspiração. Só uma delas, a Cooperativa de Consumo dos Empregados do Grupo Rhodia tem cerca de 650 mil cooperados ativos.
Ainda dois destaques especiais:
Coube a São Paulo o trabalho pioneiro de constituição e organização das Cooperativas Médicas (o sistema UNIMED, com singulares, Federações e Confederação, totalmente integrado em todo o país).
A iniciativa pioneira de constituir, instalar e colocar em funcionamento uma "Trading" (a EXIMCOOP), que tem por objeto exportar produtos das cooperativas filiadas de São Paulo, do Paraná e do Rio Grande do Sul, cujos resultados apresentam saldo positivo e promissor. O objetivo é atuar junto ao Mercosul (países do CONESUL: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile) e junto ao M.C.E. (Mercado Comum Europeu) através de intercâmbio com cooperativas européias.
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